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Então o que mudou para que um trabalho que
vinha sendo bem desenvolvido mudasse
radicalmente? A resposta para os
conselheiros é simples: segundo eles, falta
apoio por parte da prefeitura, Secretaria de
Ação Social e COMDICA, órgãos que estão
diretamente ligados. Um dos primeiros
problemas aconteceu por que os conselheiros
solicitaram uma gratificação de adicional
noturno para fiscalizarem festas e qualquer
evento neste período. Como a prefeitura não
atendeu a reivindicação, o expediente a
noite foi cancelado, ocasionando uma
diminuição na atuação dos conselheiros, por
exemplo, coibindo a entrada de menores em
festas, o uso de bebidas alcoólicas ou mesmo
a utilização de veículos por parte dos
menores. Outra reivindicação dos
conselheiros é a falta de um carro para
fazer as ocorrências. Quando ocorrem, eles
têm que sair pedindo a viatura da polícia ou
de alguma secretaria. “Isso dificulta muito
o nosso trabalho na zona rural” disse um dos
conselheiros. Além do mais, o telefone do
conselho passou mais de um ano sem funcionar,
e hoje não faz chamadas. Apenas recebe. O
lado financeiro também foi destacado. “Com
os descontos, nós recebemos menos de um
salário mínimo. Assim não dá pra trabalhar”.
Segundo eles, o salário está estagnado há
quatro anos em R$ 250,00 mais adicionais que
totalizam cerca de R$ 360,00. A equipe do
Jornal de Upanema também questionou sobre a
parceria e fiscalização que o Conselho
Tutelar deveria ter com as escolas da cidade
para evitar principalmente a evasão escolar.
Os conselheiros foram enfáticos: segundo
eles, o promotor fez uma reunião com todos
os diretores de escolas e com o conselho, e
transferiu para as escolas o dever de
informar, através de uma ficha de
comunicação da freqüência dos alunos, se
algum deixou de freqüentar as aulas. Esta
ficha seria entregue ao conselho que iria
averiguar o caso. Resultado: até hoje
nenhuma escola enviou sequer uma ficha de
freqüência, portanto, ninguém está fora de
sala de aula. Existem ainda outros problemas
como a falta de capacitação, não tem máquina
fotográfica, não tem gravador, a sede não
tem banheiro etc. Mesmo diante de tantas
dificuldades, os conselheiros reafirmaram
que vão tentar desenvolver seu trabalho da
forma mais digna possível, pois, depende
deles o futuro de muitas crianças. Se alguém
quiser fazer alguma denúncia, basta ligar
para o telefone 3325-0030 que, na medida do
possível, será atendido.
Secretária Rivanda Bezerra rebate críticas
do Conselho Tutelar
Rivanda Bezerra, Secretária de Urbanismo e
Ação Social do município e presidente do
Conselho da Criança e Adolescente - COMDICA,
orgãos que estão diretamente ligados ao
Conselho Tutelar, também foi procurada pela
equipe do Jornal de Upanema para esclarecer
as críticas feitas pelos membros do Conselho.
Rivanda afirmou que as críticas são sem
sentido, pois, eles só a procuraram duas
vezes ao longo deste mandato, e foram
atendidos em suas reivindicações. Na
primeira vez, vieram solicitar algumas
camisas, que foram dadas, e na segunda vez,
vieram solicitar o carro da secretaria,
sendo também atendidos. Rivanda deixou claro
que está a disposição para conversas com os
membros do Conselho, e tentar resolver
alguma dificuldade que tenham, assim eles a
procurem. |